Tuesday, January 29, 2008

Europa: A Bela Adormecida (4)

Apesar da retórica do multiculturalismo do mainstream político europeu a verdade é que os imigrantes islâmicos continuam em viver em ghettos (que funcionam como colónias). Tomemos por exemplo, Amsterdão. Comparemos o seu Centrum com o Oud West. O contraste é notável. Em qualquer dia da semana, as ruas da baixa estão repletas de gente - mas a menos que estejam numa paragem de tram ou numa rua comercial com lojas baratas, como é Nieuwezijds Vooburgwal, dificilmente encontarão uma mulher envergando hijab. Na verdade, se viverem em Amsterdão e nunca deixarem o centro, podem até esquecer que o Islão existe. Basta percorrer os canais de Grachtengordel, com as suas típicas casas de tijolo alinhadas, plenas de nativos holandeses e turistas. No entanto, se tomarem um tram ou o metro, em qualquer direcção e saírem algumas estações à frente, o cenário muda, confrontar-se-ão com uma realidade completamente diferente.



Os subúrbios de Amsterdão são tão feios como o seu Centrum é belo. No sudoeste, uma área onde se pode olhar para qualquer direcção que nada mais se vê do que uma infindável vista de monstruosidades de cimento, separadas por alinhamentos de relva e ligados por uma linha elevada de comboios. Vagas de pessoas movimentam-se entre os edíficios. A maioria, senão mesmo a totalidade envergam burqa. Sinais em árabe e carrinhos de bébe proliferam. Aqui já não estaremos na Europa mas na Eurábia. Encontraremos este cerco em muitas outras cidades europeias.

Sunday, January 27, 2008

Carreiristas


A maioria dos políticos europeus começam as suas carreiras em juventudes partidárias nos bancos do liceu. Na maioria dos países desta velha Europa, o sistema político funciona como um clube privado. Durante o "estágio", o jovem político aprende "nas jotas", a ser um futuro membro da numenclatura. Aprendem de tudo, desde os fatos que devem vestir para as diversas ocasiões, aos restaurantes que devem frequentar. Aprendem a dar respostas evasivas a perguntas difíceis e delicadas. Aprendem a ser leais aos seus colegas de clube e a desdenhar como "populistas" todos aqueles que prestem demasiada atenção às opiniões da "populaça". Aprendem sobretudo, em não se considerarem servidores públicos, mas sim como a "nata" da sociedade, protectores e professores do povo. Se, seguirem tudo isto à risca, com ambição, podem aspirar a uma carreira como políticos de sucesso, ganhando eleições, perfilando-se depois, para prémios de prestígio de meia e fim de carreira, consoante os casos e os lugares vagos, quer na burocracia da UE, quer da ONU. Serão então aplaudidos como brilhantes pelos seus pares da elite social, nas academias abrir-se-ão portas a vários doutoramentos Honoris Causa, e a imprensa extasiada pela partilha dos mesmos dogmas, extasiada pela cívica compreensão de tomarem parte da mesma função, de preservar as elites no poder, para que aquelas possam continuar a guiar o povo, década após década, nas mesmas linhas de pensamento, nas mesmas receitas e mezinhas, acerca da brilhante visão dos líderes europeus e da idiotice americana. Faz tudo parte, de resto, do grande e longo legado da tradição feudal europeia.

Friday, January 25, 2008

Europa: A Bela Adormecida (3)


Burger King ou Burqa King? Há já quem chame à Europa, Eurabia. Hmm, já estamos a ver os multiculturalistas a chamar a isto ”um exagero islamofóbico so so right-wing.”. Digamos que os utilizadores do termo são antes pessoas preocupadas e incapazes perante alguns factos de alguma destas duas atitudes: a) bater palmas b) encolher os ombros. Mostrar sinais de contentamento ou nem sequer pensar mais no assunto quando Mohammed é o mais popular nome de bebé em grande parte da Europa, quando em Oxford a mesquita central reclama o direito a um muezzin para a chamada à oração, quando um condutor de autocarro belga é espancado até à morte por um grupo de jovens marroquinos, quando um realizador holandês é assassinado em Amsterdão por um extremista islâmico, quando nos subúrbios de Paris actuam livremente gangs de violadores árabes, quando em Linz, na Áustria, os muçulmanos pedem que todas as mulheres professoras, crentes ou infiéis, usem lenços na sala de aula, quando em Sevilha o Rei Fernando III, deixou de ser o santo patrono da festa anual porque o seu “ currículo” de luta contra os mouros pela independência de Espanha foi tido como passível de ofensa aos muçulmanos. Podíamos citar milhares de exemplos, retirados da realidade da Europa … ou será que devemos antes dizer Eurabia?

Europa: A Bela Adormecida (2)


O multiculturalismo contemporâneo dispensa cada um de saber qualquer coisa sobre as outras culturas desde que o seu comportamento face a elas seja caloroso e concordante. Afinal, se é completamente errada a afirmação de que uma cultura é melhor do que outra porque preocuparmo-nos em saber algo acerca das diferenças? Celebrar a diversidade com uma uniformidade de ignorância, é o lema. Talvez seja por isso que não se tenham dado conta de que o Islão não é só uma religião. È um projecto político e de facto um projecto com características de expansão imperialista e com o seu próprio código legal. Além do mais esta religião particular é historicamente um tanto ou quanto “ bloody violent”.
So let’s face it! Temos um movimento terrorista global situado dentro dum projecto político situado dentro duma religião altamente auto-segregadora cujos aderentes são a força mais rápida de crescimento demográfico no mundo actual.

E os políticos europeus? Estão concentrados nas suas futuras carreiras políticas, para poderem integrar essa organização filo islâmica que se chama ONU, ou UE, facilitando a islamização da Europa. Portanto não convém fazer ondas. Claro que toda uma civilização milenar como a europeia é descartável. Os seus percursos políticos são bastante mais prioritários.

Sunday, January 20, 2008

Europa: A Bela Adormecida (1)

O radicalismo islâmico vem destruindo o ocidente, metodicamente, há, pelo menos, três décadas. Contudo, poucos cidadãos, têm esta percepção ou fingem não ter, e não ver. Porquê? Porque é que os jornais e os noticiários escondem a dimensão de tal ameaça? Porque é que as pessoas nas cidades europeias não se sentem confortáveis em discutir algo que esteja relacionado com a imigração islâmica, e que diz respeito imediato à maneira como vivem? As respostas a estas questões residem no multiculturalismo férreo que impregna e regula a mentalidades dos políticos, dos media e dos meios académicos europeus. A tal fenómeno, chamemos, de sistema multicultural, só para nos entendermos. Tal sistema exerce um enorme controle nas notícias e opiniões que vêm (ou não) a público. Trata-se portanto de ideológica filtração de ideias, realizado, nas redacções dos jornais e nos corredores da política europeia. Censura talvez!? De facto, o jornalismo político na Europa está inclinado, senão mesmo enviesado, em olhar os políticos europeus como pares, isto é, como colegas de uma elite educada que conjuntamente trabalham para manter os seus partilhados ideais sociais-democratas. Se os jornalistas americanos estão sempre, admiravelmente, prontos a "pintar" os políticos americanos como incompetentes e rascas, os jornalistas europeus estão sempre, admiravelmente, prontos a "pintar" os políticos europeus como nobres estadistas - a elite brilhante, nas palavras de Tony Judt.

Saturday, January 19, 2008

A Fácil Vida dos Ecologistas Radicais




O artigo de opinião de Henrique Monteiro, do post anterior, é naturalmente bem vindo para quem como eu vê o mundo ocidental a ruir devido, aos 4 novos cavaleiros que pedem meças aos 4 outros montados dos fins dos tempos: serão eles então, o fanatismo ecologista, o relativismo cultural, multiculturalismo e o fanatismo religioso.
Em jeito de complemento, acrescentaria as seguintes considerações:
- Para além da demagogia dos autarcas, penso que em grande medida é a ignorância de conceitos ciêntíficos que os move.

- Distinguir entre ambientalistas radicais e moderados ou realistas, é uma tarefa árdua. A linha que os separa é ténue.

- Para além de não serem eleitos, não são também do conhecimento público os seus financiamentos. É urgente começarem a publicar as suas contabilidades para conhecimento público.

- Os jornais e jornalistas não são só culpados nos seus enormes tempo de antena como são cúmplices nalguns casos. VEJA-SE A HISTERIA ACERCA DO AQUECIMENTO GLOBAL E DO BURACO DO OZONO.

- Pouca coisa temos a agradecer a estes senhores. A consciência ecologista que hoje felizmente a maior parte das pessoas tem, não se deve só à acção de ecologistas, mas de professores e cientistas ( entre outros) que estão a milhas de se considerarem ou serem considerados ecologistas. Não é necessário ser ambientalista para se respeitar a natureza.

A Difícil Vida dos Ecologistas Radicais



Henrique Monteiro, no Expresso de hoje, 19 de Janeiro de 2008, escreveu um curto mas certeiro artigo sobre os ecologistas. Parece que algumas pessoas começam a reparar nas falácias, e no oportunismo destes senhores. Welcome aboard gentlemen!

Transcrevo algumas passagens do artigo de opinião sem prejuízo de lhe alterar o sentido.

" O debate sobre a co-incineração foi um dos mais tristes que existiram em Portugal. (...). Que as populações, com mais ou menos informação, tenham reacções destas é compreensível. Que autarcas (e mesmo direcções de alguns partidos) os acompanhem é deveras preocupante, mas um país tem de estar preparado para ter políticos demagógicos. Porém, quando alguns ambientalistas - sempre os mais radicais na defesa da nossa qualidade de vida - preferem que os resíduos perigosos estejam abandonados a céu aberto a que sejam co-incinerados numa cimenteira cujos filtros melhoram o ambiente, é caso para perguntarmos a que se deve tão estranha posição.

Muitas vezes ( e é bom que se desfaçam certos mitos de que ninguém fala), a posição destes ambientalistas visa apenas preservar o seu próprio grupo e os seus rendimentos. Não digo que sejam todos iguais, ou todos oportunistas, mas gente assim não falta por aí. Para esses, o que está em causa é o célebre "estudo de impacto ambiental", porque esses estudos (bem pagos) são, as mais das vezes, feitos por pessoas ligadas aos próprios movimentos ambientalistas.

Estes movimentos, que já têm lugar nas comissões de acompanhamento de grandes obras (às quais têm por hábito faltar bastante), são os mesmos que nos impingiram passagens superiores para lobos, túneis para sapos, suspensões de enchimentos de barragens por causa de cegonhas e outras coisas ridículas, mas caríssimas. Curiosamente, raramente se houve qualquer proposta positiva. Apenas críticas. (...)

E ninguém os responsabiliza, porque não são eleitos, mas têm um enorme e acrítico tempo de antena (uma coisa de que a comunicação social é culpada).

É tempo de deixarmos de ser reféns desta espécie de chantagem politicamente correcta de que alguns "ecologistas" se aproveitam.

Se há muitos alertas ambientalistas que temos que agradecer e louvar, há igualmente inúmeros procedimentos destas associações que apenas têm por base interesses mesquinhos.

Ecologia: A Evangelização ecológica (5)



O caso do DDT

A história do DDT mostra como é que os valores dos ambientalistas se tornaram imorais deixando de atingir um razoável equílibrio entre as preocupações pela vida animal e as preocupações pela humanidade. Como já dissemos anteriormente, foi Rachel Carson que propagandeou os perigos do DDT. No entanto, não existiu um único estudo que mostrasse que a exposição ao DDT prejudicasse a saúde.
Por outro lado, o DDT é um dos meios mais eficientes de prevenção de doenças que já existiu, uma vez que, consiste no método mais eficaz de matar os mosquitos, prevenindo assim, a transmissão da malária. No início dos anos 60, a malária foi extinta nos países do sul da Europa, das Caraíbas do este e sudoeste asiático. No Sri Lanka, por exemplo, só foram declarados 31 casos de malária em 1962, 17 em 1963, mas mais de um milhão de casos em 1968 depois da proibição da utilização do DDT. No relatório de 1970 da US National Academy of Sciences, foi demonstrado que o DDT poupou 50 milhões de vidas à malária.
Propõem-se entretanto, sistemas "amigos do ambiente" para combater os mosquitos, que incluem a utilização de árvores repelentes de mosquitos, peixes que comem as larvas dos mosquitos, mas a experiência destes sistemas provou que não são funcionais. Em meados dos anos 90 a África do Sul desistiu de usar DDT passando a utilizar piretrinóides (compostos químicos semelhantes aos produzidos naturalmente pelas flores), e os casos de malária naquele país aumentaram exponencialmente uma vez que os mosquitos se tornaram facilmente resistentes a este químico. Pragmáticos, os sul africanos regressaram ao uso do DDT e a incidência da malária baixou 75% apenas em dois anos. Para além de ser mais efectivo, o DDT é muito mais barato que estes produtos "amigos do ambiente". No entanto, apesar destas eloquentes demonstrações do benifício do DDT, as agências de ajuda humanitária recusam a financiar programas para erradicar a malária pela utilização do DDT, em países como o Uganda e quer a UE, quer os USA deixariam de exportar pesca e bens agrícolas se o governo ugandês persistisse na utilização do DDT. A reacção ao DDT é um dos triunfos das políticas "salvadoras do planeta" sobre a ciência, prevenção da doença e da mortalidade no terceiro mundo. O mesmo aconteceu com o escandalo do amianto. Estas políticas de salvação do planeta já causaram milhões de mortes por todo o mundo. Se a proibição do DDT se tornar global, será uma vitória para a "boa" consciência dos países ricos, invocada ao arrepio dos factos, e á custa das vidas das populações dos países pobres.
Hoje em dia, ninguém advoga o regresso ao DDT, como insecticida, porque existem melhores meios de combater este tipo de pragas através de culturas geneticamente modificadas, mas infelizmente os ambientalistas também estão contra.

Monday, January 7, 2008

Ecologia: A Evangelização ecológica (4)


Carson, previu que o DDT causaria cancro nos seres humanos, alegação esta que a organização World Wildlife Fund subscrevia partindo, naquela altura, para uma campanha pela proibição total do uso do DDT. Rachel Carson afirmava que existia também uma estreita correlação entre o DDT e o número crescente de hepatite na população. E escreveu:"For the first time in human history, every human being exposed to contact with dangerous chemicals from conception until death". (Rachel desconhecia das suspeitas que a queda do Império Romano esteja intimamente relacionado com a intoxicação progressiva e geral da população pelo alumínio.) A relação entre o cancro e o DDT nunca, contudo foi provada. A esta conclusão chegou a National Academy of Sciences, dos Estados Unidos num relatório para a Environmental Protection Agency, no seguinte teor: "The chronic toxicity studies on DDT have provide no indication that the insecticide is unsafe for humans".

Desde cedo, o movimento ambiental mostrou uma procupante inclinação em considerar a ciência e a tecnologia não como aliados, mas como inimigos. Muitos dos primeiros ecologistas olhavam para a Idade Média com nostalgia, supondo eles, que nessa época existia uma harmonia de facto entre a sociedade e a natureza, olhando, portanto, o nascimento da ciência como o começo de uma era mecanicista, de rapina e destruição da natureza. Carson via a ciência e a tecnologia como actividades perigosas, porque, dizia ela, fazia parte importante do erro da humanidade em querer controlar a natureza. " The control of nature is a phrase conceived in arrogance, born of the Neanderthal age of biology and society, when it was supposed that natures exists for the convenience of man". Como se verifica, desde os primeiros passos que o movimento ambientalista abraçou todos os elementos básicos que caracterizam o eco-fundamentalismo actual:

a) exagero acerca da destruição da natureza e da saúde humana (o que é espantoso para quem não tem uma perspectiva antroprocêntrica da vida!) não sendo de todo suportado pelas evidências empíricas.

b) rejeição da ciência moderna e da tecnologia porque se destinam a controlar a natureza (curioso para quem quer controlar o clima pela não emissão de CO2!)

c) "return to nature", isto é, fervores, clamores e hinos ao regresso à natureza. (naturalmente utópico!)

d) Identificação da ciência e da tecnologia com o capitalismo e o lucro (desactualizado porque o que hoje temos é um eco-capitalismo furioso, manipulador, discrimanatório e cada vez mais opressivo da liberdade individual. O capitalismo rendeu-se à ecologia porque o dinheiro em jogo e a facilidade de manipulação da opinião pública com as questões de defesa do ambiente e da natureza, estão a render biliões de euros).

Saturday, January 5, 2008

Smoke will tear us apart


Ao dobrar das doze badaladas nesta passagem de ano lembrei-me da história da Cinderela. Não porque tivesse perdido uma bota ou porque o champanhe alemão me tivesse subido à cabeça e visse carros transformados em abóboras, foi antes um sabor amargo na boca ao pensar que daí em diante nada seria igual. Como fumador pertencia agora ao grupo dos proscritos, empurrados para as esplanadas gélidas, atarantados num aeroporto em busca de uma área de fumadores inexistente, impedidos de prolongarem o jantar no restaurante da sua escolha, olhados, mesmo na rua, com reprovação. Era o adeus aos bares e clubes em que o fumo era uma nota do ambiente. Apeteceu-me trautear o "Over The Rainbow" “ e exclamar para qualquer canídeo de luxo berlinense, "we are not in Kansas anymore”. Mas talvez já não seja cool. Os Joy Division ressuscitados pela mão de um fotógrafo da moda num filme muito falado são o novo cool. Mas a angústia cinzenta a que Ian Curtis deu voz, em clubes inundados de fumo, não penetra as pistas de dança. Sobra apenas a estética. Uma estética também cool, muito clean, pretensamente zeitgeist, em que a decisão dos momentos de prazer individual deixa de pertencer á esfera do sujeito transferida para decisões do estado, tomadas em nome dum duvidoso bem estar colectivo. Na primeira utopia negra da literatura deste século, o livro “ Nós” de Ievgueni Zamiatine, escrito em 1920 na antiga URSS, a personagem principal fica vivamente perturbada pela visão de alguém que fuma e bebe e diz-lhe. “ Deve concerteza saber que o Estado Único não tem contemplações com os que se envenenam com nicotina e principalmente com álcool…”
Visionário. Não?
Há de repente qualquer coisa de revolucionário no acender dum cigarro, a rejeição dum mundo asséptico, a resistência ao “ clean and cool”.
Smoke will tear us apart…

Friday, December 21, 2007

Bom Natal


e Festas Felizes. Um óptimo 2008 para todos.

Wednesday, December 19, 2007

Ricardo Aquecimento Garcia.


Não haverá por aí alguém com suficiente coragem, disponibilidade de tempo e dinheiro, para processar o jornalista (sacerdote) do Público, Ricardo Garcia, especializado em viagens a lugares exóticos à "pala" do aquecimento global e em difundir quotidianamente as maiores alarvidades (pseudo)científicas, desinformar os leitores/pagantes e fomentar o alarmismo na população? Não saberá este tipo que o alarmismo também mata!? Não conhecerá este indivíduo os fundamentos da profissão de jornalista que sugerem uma grande diversificação das fontes de informação e das linhas de investigação? Andará este tipo a fazer de nós parvos? Desde quando um jornal, nesta matéria (e se calhar noutras) se assume como um orgão de propaganda e não de informação? Porque é que este jornal omite os estudos (autênticos torpedos no "barco" do aquecimento global) de autoridades científicas acima de quaisquer suspeitas, em áreas tão diversas como a glaciolologia, a ocenografia, a paleontologia a climatologia, os dados dos satélites e dos balões metereológicos, da entomologia até, da própria ecologia e dos seus dissidentes... etc...etc...etc ? Por que é que têm medo? A resposta é simples; porque não têm argumentos. Contra a razão opõem a manipulação e a propaganda, com grandes meios e em doses massivas, diria mesmo, indústriais.

Apesar de todos estes meios, este senhor pode começar, desde já, a pensar em procurar emprego, porque apesar de todos os seus esforços, o Planeta Terra recusa-se aquecer. Portanto quando esta moda passar, (não tarda muito), e depois de muita gente ter ganho rios de dinheiro com ela, o Garcia ficará sem... issue.

Este senhor esteve em Bali, na cimeira, e só espero que se tenha deslocado de bicicleta ou de barco a remos, ou mesmo à vela.

Sunday, December 16, 2007

Ecologia: A Evangelização ecológica (3)


No dia em que acabou a palhaçada da cimeira de Bali,onde mais uma vez se discutiu um fantasma (aquecimento global), posto aqui mais um episódio desta pequena-grande história do ecologismo e da manipulação ecológica.


A origem dos modernos políticos (e políticas) verdes residem nos USA. O grupo de pressão intitulado, Friends of The Earth, foi lá que nasceu. Rachel Carson, americana de nascença, é considerada unanimemente como a mãe de todo o movimento ambiental.
Eu, classificaria o livro Silent Spring de Rachel Carson, publicado em 1962, como um dos mais influentes livros do sé. XX. Converteu dezenas de milhar de pessoas por todo o mundo ao ecologismo. Ela descreve um eloquente (e totalmente falso) cenário de apocalipse devido ao uso indescriminado de pesticidas: paisagens em que as flores não florescem, os pássaros não xilrreiam e os rios não têm peixes. Conta a fábula de uma pequena cidade, no coração da América, na qual, doenças misteriosas matam rebanhos e pessoas, perante o espanto e impotência dos médicos.
"Everywhere there was a shadow of death". O principal culpado é, pois, o DDT. Paralelamente á publicação do livro, desencadeia uma campanha de propaganda, onde procura provar que a população de aves americanas está a diminuir especialmente a águia careca americana, considerada símbolo nacional. Tudo com maior dos exageros possíveis. A título de exemplo: estima-se que em 1941 (antes do uso de insecticidas) o número de águias americanas eram de 200 e de 900 em 1960, depois da utilização do DDT. Que interessam os números para esta gente? Para nada. Este é um dos primeiros casos da manipulação, de números, conceitos científicos e da opinião pública, que o moderno ecologismo regista. Mas há mais, muito mais. A senhora, também errou relativamente ao efeito do DDT nos falcões peregrinos da Grã Bretanha e das águias pesqueiras dos USA. O números destas últimas aves observadas nas Hawk Mountain, Pennsylvania, regista um aumento de 191 em 1946 para 630 em 1972. Relativamente aos falcões peregrinos, na Grã Bretanha, o Advisory Committee on Toxic Chemicals, do governo inglês, em 1969, concluiu: "There is no close relation between the decline population of predatory birds, particularly the peregrine falcon and the sparrowhawk, and the use of DDT".

O certo é que o DDT foi proíbido. Daqui até ao aquecimeto global foi toda uma história de pseudo ciência e de mentiras com efeitos práticos nefastos em todos nós.

Tuesday, December 4, 2007

BCP: O Capitalismo Português


Continua a crise no BCP. Seria mais correcto escrever - continua a indecência no BCP. O banco paladino do capitalismo português mostra a sua face. Mostra a face do capitalismo português. Não, isto não é capitalismo, isto é feudalismo e os portugueses não são povo. São ainda servos da gleba, caso contrário, já teriam "corrido" com este lixo que se amontoa há muitos millenium. Ontem, um amigo meu, perguntava-se como é que há pessoas que continuam a ter dinheiro depositado neste banco e conseguem dormir bem. É a anomia da servidão dos portugueses, respondi eu. Uma cidadania orgulhosa, personalizada e medianamente culta, teria já descapitalizado esta empresa de malfeitores. Uma corrida aos balcões deste banco precisa-se.

Durante os dois últimos anos, sob a batuta do Sócrates, e dos yuppies jornalistas económicos, e não só, os funcionários públicos foram execrados públicamente. Tornaram-nos os bodes expiatórios dos males pátrios ao mesmo tempo que se enaltecia o privado, o empresário, a economia de mercado, o choque tecnológico e demais balelas da propaganda. Tomem lá. É para aprenderem a ver de que lado vem o atraso de Portugal. Vem do lado de cima.

A economia de mercado não funciona com gatunos instituídos. E esta é a prata da casa, por muito populista que esta ideia possa parecer.

Sunday, December 2, 2007

Ecologia: A Evangelização ecológica (2)




Rudolph Steiner (escritor e filósofo austríaco) foi outro devoto da natureza que deixou grande influência nos seus contemporâneos, tendo sido um dos espíritos inspiradores da organização inglesa The Soil Association. O filósofo Martin Heidegger foi também descrito como um metafísico do ecologismo e chegou mesmo a declarar que o Homem devia ser o pastor da Terra. O chamamento a um tipo de vida de acordo com a natureza também teve os seus ideólogos noutros países europeus, especialmente na Grã Bretanha onde D. H. Lawrence, Rolf Gardiner ( um dos fundadores da Soil Association), Henry Williamson, autor de Tarka the Otter, outros proeminentes intelectuais, advogaram uma política de Back to the Land em direcção ao passado glorioso da Idade Média. Assim mesmo. Palavras deles, não minhas. Até esta altura, o movimento ecologista baseava-se na direita e extrema direitas europeias. A esquerda era, naquela altura, ainda iluminista e progressista. Gardiner e Williamson, não escondiam simpatias pelos nazis, Rudolf Steiner juntou-se ao partido Nacional Socialista nos seus alvores e Heidegger era um notável do partido.


Foi no pós II Guerra Mundial que o movimento ambientalista se tornou associado à esquerda política. Actualmente tem um profundo impacto quer na política quer nas ciências da vida. (to be continued)

Sunday, November 25, 2007

Ecologia: A Evangelização Ecológica (1)


O movimento ambientalista tem um longo pedigree, estando o seu progenitor situado já no longínquo final do séc. XIX. O biólogo alemão Ernst Haeckel parece ter sido o primeiro a utilizar o termo Ecologia para descrever a ciência das relações entre os organismos e o ambiente. Desde o ínicio, Haeckel imprimiu ao movimento ambientalista as suas características pessoais. O biólogo não era grande adepto do ser humano e recusava-se a ter uma visão antropocêntrica do mundo. " A política é Biologia Aplicada" sustentou. Os nazis seguiram as suas justificações "científicas" do racismo, nacionalismo e social darwinismo, fundamentando assim, primeiro a arruaça, depois o Holocausto. A sua teoria da recapitulação é também fruto desta tendência (bias), do seu desprezo pela Humanidade. "A ontogenia recapitula a Filogenia", dizia ele, o que significa que cada um de nós, durante o desenvolvimento embrionário, passamos por sucessivos estádios; de peixe, anfíbio, réptil, mamífero e só tardiamente, durante o desenvolvimento fetal, nos diferenciamos em primatas e finalmente em seres humanos. Obviamente que tudo isto foi mais tarde considerado um erro estrondoso. Aliás toda a história do movimento ambientalista é nada mais do que uma imensa colecção de erros, como veremos nos próximos posts.
Anna Bramwell, que investigou a história do movimento ecologista, verificou que a sua natureza evangélica é bem evidente muito antes do aparecimento dos cruzados do Greenpeace, dos Amigos da Terra ou da Quercus. O movimento tem raizes particularmente fortes na Alemanha. O conceito Romântico da ligação mística entre o povo e a sua pátria (homeland)- que mais tarde foi expressa pelo conceito nazi de Blut und Boden (sangue e solo) - conduziu a um grande condicionamento do pensamento alemão acerca da natureza.
(continua)

Sunday, November 18, 2007

Ecologistas: Estão dementes e podem ser perigosos.



Alan Weisman, no seu livro "O Mundo Sem Nós", (um hino dedicado à desconsideração da humanidade) relata na página 34 da edição portuguesa, a actividade de um tal Eric Anderson, um ecologista para a Wildlife Conservation Society, uma equipa global de auto proclamados investigadores, que trabalham " para salvar de si próprio o mundo ameaçado". Espero que o si se refira aos ambientalistas, ecologistas e outros religiosos da natureza. Este senhor Anderson, dirige o projecto Mannahattan que é uma tentativa para recriar virtualmente a ilha de Manhattan como ela era antes de 1609, isto antes da colonização europeia.
Portanto num futuro próximo, nada de apreciar a 5ª Avenida ou a Broadway. Nada de Jazz em Brooklyn, nada de museus, restaurantes, clubs nada de nada. Atentem só nas árvores como sobreviventes da floresta pré invasão pelo homem branco europeu. Se não estão loucos, pouco lhes deve faltar.
Nas palavras de Weisman, uma visão pré-urbana (o urbano é que os tira do sério) que anima a especulação sobre como poderia ser o mundo sem homens (ocidentais digo eu). Nas inúmeras linhas que se seguem nem um adjectivo sobre a Nova Iorque actual. Para este senhor não conta um dos mais bonitos skylines do universo, não contam os avanços científicos, a arte, o jazz, a literatura, a poesia, a emancipação dos homens e mulheres, o cinema, a criatividade e a energia humana que emana daquela gloriosa cidade. Nada disto conta. Aliás é típico nos ecologistas a desconsideração pelo Ser Humano. Vejam só nas palavras de Susan Sontag, escritora e activista a propósito do ser humano: " The truth is that Mozart, Pascal, Boolean Algebra, Shakespeare, parliamentary government, baroque churches, Newton, the emancipation of women, Kant, Marx, Ballanchine ballet et al., don´t redeem what this particular has wrought upon the world. The white race is the cancer of human history. It is the white race and it alone - its ideologies and inventions - wich eradicates autonomuos civilazations whereever it spreads, wich has upset the ecological balance (é um mito) of the planet, wich now threathens the very existince of life itself".
Os ecologistas andam excitados com o sucesso que têm tido na manipulação da opinião pública e estão a perder o sentido da realidade. Têm bons aliados, como sejam os mass media sempre ávidos de aumentarem as tiragens á custa do alarmismo. Têm politicos e capitalistas oportunistas tembém do seu lado. Este fascismo verde vai-nos custar caro.

Sunday, November 11, 2007

Um olhar de Tóquio (10)

Vista de Yokoama com a Torre de comunicações e a Landmark Tower em fundo.

Um olhar de Tóquio (9)



Yokoama, vista a partir do Landmark Tower

Um olhar de Tóquio (8)



Karoke Club em Shinjuku

Um olhar de Tóquio (7)



21-21 Design Sight, Tokyo Midtown

Um olhar de Tóquio (6)



Vista parcial de Tóquio a partir de 27º andar de um edifício de Shinjuku

Um olhar de Tóquio (5)


Yurikamone Line, trajecto algures entre Shimbashi e Shiodome em direcção a Daiba.

Um olhar de Tóquio (4)

Shibuya

Um olhar de Tóquio (3)


Teenagers em Yoyogi Park

Um olhar de Tóquio (2)

Shinjuku eye

Um olhar de Tóquio (1)


José Miguel Júdice, no jornal Público de 9 de Nov, refere-se a Tóquio, a Megalópolis preferida para o autor deste Blog, da seguinte forma:

" The sky above de port was de color of the television, tuned to a dead channel." Perdão, esta introdução foi a de William Gibson em Neuromancer. O referido advogado escreveu, com toda a razão, assim: " Hoje apetecia-me escrever sobre a energia humana que sinto aqui em Tóquio, só comparável a este nível a Nova Iorque. Sobre a espectacular arquitectura com que esta cidade se vai renovando. " Isto vindo de um politico português é raro, raríssimo. Normalmente são provincianos e despojados do mínimo de sensibilidade. Sócrates o actual PM, em tempos inviabilizou a construção de uma torre biónica em Almada nos terrenos da Lisnave, lembram-se? Se calhar não. . E são, sobretudo, aniquiladores da energia das pessoas, de um povo inteiro, há pelo menos umas centenas de anos.

Conforme já referi, Tóquio é a minha cidade preferida e por isso deixo aqui algumas imagens, em jeito de celebração, dos tempos que por lá passei e espero, em breve, regressar.

Thursday, November 8, 2007

A mentira do atestado médico

Um professor de filosofia, José Ricardo Costa de seu nome, que escreve para o jornal O Torrejano publicou esta deliciosa peça que transcrevo na integra, com uma merecida vénia.



"O atestado médico por José Ricardo Costa"

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir este momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.

Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI. O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente. Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente. Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade. Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade.
Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas. Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico.
É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

Wednesday, November 7, 2007

Animals Rights Extremists (3)

Infelizmente, parece que a violência está a ganhar terreno. Em Janeiro de 2004 a Cambridge University decidiu não construir um novo laboratório de investigação neurológica, a qual envolvia pesquisa com primatas. As razões apontadas pelos responsáveis foram que os custos envolvidos eram elevados. De facto, os custos extraordinários envolviam o policiamento do laboratório destinado a prevenir a violência dos extremistas dos direitos dos animais. Se este tipo de pressão e violência continuar a ser bem sucedida, o desenvolvimento da ciência médica pode estar em risco. Muitas pessoas que possuem doenças, que hoje ainda são incuráveis, podem não ver qualquer esperança no desenvolvimento, quer dos conhecimentos científicos quer da utilização de drogas que as possam ajudar no futuro.
Nem todos os defensores dos direitos animais, são extremistas e desafiadores da lei. Alguns são moderados, mas ao partilharem do mesmo objectivo que os extremistas, isto é, se conseguirem acabar com a investigação médica em animais, provocarão o mesmo dano á sociedade que aqueles.

Tuesday, November 6, 2007

Animals Rights Extremists (2)


Não é a primeira vez na História que a compaixão pelos animais é acompanhada com indiferença pela vida humana. Os nazis, a partir da inspiração de Heirich Himmler, o líder da Gestapo, proporcionou treino especial aos SS sobre o respeito da vida animal em proporções quase budistas.
Os extremistas contemporâneos, foram já bem sucedidos no encerramento de diversas firmas que se dedicavam a fazer crescer animais para fins experimentais. Estas empresas são tão legais como necessárias para a investigação médica. Um destes grupos extremistas atingiu a notoriedade com uma campanha nos finais dos anos 90 ao conseguir encerrar a Huntingdon Life Sciences (HLS). O director foi mesmo agredido com um taco de baseball; os empregados foram expostos a intensa intimidação incluindo ameaças á sua integridade física. Como não conseguiam encerrar a actividade da empresa, começaram a protestar junto aos bancos de investimento e companhias de seguros que trabalhavam com a HLS. Depressa persuadiram estas instituições a retirarem o apoio à HLS. A banca como é avessa a situações de conflito, depressa retirou o financiamento, o que encorajou estes terroristas a acreditar que estavam a ganhar. Os fornecedores e clientes da HLS também foram alvo desta malta, mas ao contrário dos banqueiros, a maioria resistiu à intimidação.

Monday, November 5, 2007

Animals Rights Extremists (1)



Amsterdão 3 de Nov

Manifestação ordeira (enquadrada por polícia a cavalo, claro, pois estes "joves" não brincam) dos ecofundamentalistas mais extremistas - Os defensores dos direitos animais. A maior parte deles desfilavam encapuçados, pelas ruas comerciais de Amsterdão. Assanhados gritavam palavras de ordem em holandês, mas os cartazes, íam elevados bem firmes, em inglês. Fotografias "atiradas" à cara dos transuentes mostravam animais esfolados como apontando a culpa daqueles que ralaxavam, às compras, numa suave tarde de sábado Outonal, na bonita cidade dos canais.



Estes extremistas não estão satisfeitos com as extensas leis que protegem os animais da crueldade. Podem argumentar (contra as evidências) que as experiências em animais para propósitos médicos são desnecessárias, mas o seu credo fundamental, é que, as evidências dos benefícios para a humanidade são irrelevantes. Para eles, todas as experiências com animais são imorais e nunca podem ser justificadas, mesmo se salvarem vidas humanas. Alguns afirmam mesmo que, os animais têm os mesmos direitos que os seres humanos. Para imporem os seus pontos de vista, não recusam o uso da violência, contra aqueles que são responsáveis ou apoiam essas experiências. Agridem pessoas, aterrorizam os seus filhos, atiram tinta para casas de pessoas que estejam relacionadas com corporações ou laboratórios, utilizam explosivos e incendeiam carros, espalhando a intimidação. Utilizam todos os meios para atingirem o seu obejectivo principal - parar com a investigação científica e médica em animais. Todos os meios são justificáveis.