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Wednesday, April 7, 2010

Os Submarinos.


  Este é um dos 2 submarinos encomendados

Hussein Obama deu um grande sinal de fraqueza aos nossos inimigos.  Obama está a renunciar à defesa nuclear na exacta altura em que os mullahs iranianos estão a preparar um arsenal atómico, com o confessado e ostensivo objectivo de instaurarem um califado universal. Pelo menos é o que eles dizem. Hussein Obama está a deixar a América e o Ocidente a navegar em águas hostís.
Se pensarmos um pouco na História da II Guerra Mundial, facilmente concluiremos que as democracias estavam praticamente desarmadas e impreparadas em 1939,  para fazer frente à maquina de guerra nazi. O risco foi grande. Valeram-nos os Spitfires, os Hurricanes e uma táctica desastrosa da Luftwaffe de Herman Goering, que impediram que Hitler triunfasse sobre o Reino Unido. E se o tivesse conseguido, finito... talvez o império dos mil anos fosse hoje uma demoníaca realidade.  Só no final de 1942 é que os americanos estiveram militarmente  em condições de oferecer resistência, isto é, um ano após Pearl Harbour. De 1939 a 1942 os nazis na Europa ocupada iniciaram o genocídio dos judeus, e a perseguição a outras minorias étnicas e políticas com grande descontração.  Países perderam a independência e os seus povos foram escravizados. O que se perfila no horizonte com o Islão, é equivalente aos anos anteriores à II Guerra Mundial. Políticos fracos no poder nas democracias, políticas de apaziguamento suicídas... e Chamberlains há por aí a pontapé. O resultado não vai ser nada bom.
Obama tem nos seus genes de esquerdista a florzinha mal cheirosa do pacifismo, parecendo acreditar que com conversa fiada  mesmo os maiores rúfias se tornarão gente séria na cena política internacional. Deste mal também padecem os socialistas cá do rectângulo a começar por Mário Soares que queria ter uma conversinha de vão de escada com os al-qaidas.
Neste politica e economicamente mal frequentado país, neste país da merdusca socialista,  a mesma modinha pacifista pegou de novo, se bem que limitada ao país real, isto é à televisão, diga-se a bem da verdade. Com mais uma trapalhada... agora são submarinos!  Ouvimos por aí nesses 1300  programas semanais de vaidade e discussão política da TV portuguesa, quando temos pachorra para os aturar, uma gentalha engravatada atirar pela  boca fora postas de pescada sobre submarinos, como se soubessem alguma coisa de Geo-estratégia.
A quantidade de estupidez concentrada é tão grande que se cairem ao mar irão mais depressa ao fundo do que qualquer submarino atingido por mísseis ou cargas de profundidade. Isto se a estupidez tiver peso.
Um dos palavrosos, foi um tal Não Sei Quem Nazaré, um tipo do Benfica que acha que também sabe umas larachas de economia, ou vice versa, que disse que o TGV era uma necessidade estratégica para o país enquanto que os submarinos não servem para nada..."só se for para observar a sardinha", concluiu ele com um sorriso pepsodente altamente mediático, merecedor de um arenque fumado na tromba, assim que esta telegenética boutade foi disparada em direcção aos ouvidos do abovinado share. Seria cansativo estar aqui a inumerar a quantidade de abéculas entendidas que desancaram nos enjeitados submarinos, embora seja sempre bom sublinhar, que o repelente Miguel Sousa Tavares também acha que não precisamos de submarinos para nada. Bem este tipo já há muito tempo que merece, muito mais do que um simples arenque, talvez mesmo um cardume de bacalhaus secos em cima, para ver se o homem se dedica mais tempo às literaturas de trazer por casa de banho, ou se imigra para a televisão japonesa onde têm por lá uns ricos passatempos de tiro ao alvo.
Para que é que servem afinal os submarinos de guerra? Que missões desempenham? Será que o Estado português está a gastar dinheiro só para os almirantes andarem a ver passar navios submersíveis? Parece-me que não.  Deixo aqui algumas missões que os submarinos cumprem:
1. Assegurar uma capacidade de dissuasão militar autónoma nacional, constituindo-se, assim, como vectores militares estratégicos do poder naval.
2. Realizar missões no âmbito do emprego integrado de capacidades das forças navais e que incluem a realização de operações de protecção e apoio a forças navais e anfíbias, combinadas ou conjuntas, incluindo vigilância, reconhecimento, recolha de informações de forma discreta em zonas hostis, interdição de área, minagem, projecção de força (operações especiais e destruição de alvos em terra) e de manutenção de paz.
3.Contra-terrorismo, combate ao narcotráfico e outros actos de crime organizado no mar, no contexto alargado de segurança e defesa, de forma coordenada com outros organismos do Estado e Internacionais.
4. Possibilidade de intervenção sem exigir supremacia.
5. Defesa avançada.
6. Tradição submarinista a defender. Portugal tem uma escola de excelência prestigiada no âmbito da NATO na utilização desta arma furtiva essencial.
Para além disso Portugal tem muitas milhas de mar. Não me parece que 2 submarinos chegam para as ameaças do futuro próximo. Não nos podemos esquecer que Portugal só tem 3 vasos de guerra, as fragatas Meko, que são as únicas de uma qualidade operacional superior. Parece-me que só com 5 vasos de guerra a sério (2 submarinos e 3 fragatas) a Marinha de Guerra Portuguesa ir-se-á confrontar com sérias dificuldades no caótico século XXI que se anuncia.
Neuromante sempre achou que em democracia até os burros têm direito á palavra. Agora que sejam sempre os mesmos asnos a deitar faladura nos channeis nacionais, é que já chateia. Como diz o Zé da  Brilhantina dos futebóis: "Mas afinal que raio de democracia é esta?"

                                                                                         



O velhinho Albacora                                                                                                             

Wednesday, January 27, 2010

Abel Xavier

The Devil Does Not Wear Prada


Propaganda 1.
Abel Xavier converteu-se ao Islão num alarido promocional do islamismo, com o notório patrocínio dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Pouco convincente, o ex-jogador fez-se representar com dois “padrinhos” dos EAU. A comunicação social, com particular destaque para o jornal –mais- carregador- da –água- muçulmana –do- país, o Público, aproveitou bem um facto transformando em puro espalhafato civilizacional aquilo que deveria ser da ordem da esfera intíma e espiritual do (mal)convertido. Será caso para perguntar se também os jornalistas do Público são patrocinados pelos Emirados. A propaganda ao islamismo “não dorme” e todas os pequenos e bons (para eles) assuntos são destacados na comunicação social dhimmi. E pronto... já temos uma figura pública que faltava no xadrez estratégico-táctico em Portugal, em posição de mostrar que os muçulmanos afinal, não são só aqueles trogloditas das grutas afegãs. Até um gajo modernaço com o Abel Xavier se converteu à coisa… Isto é pura propaganda… Regressa Abel Xavier que estás perdoado pelo penalty que nos eliminou frente a França no Campeonato da Europa de 2000. Acho eu.
Propaganda 2.
Num qualquer dos muitos telejornais da noite da SIC Notícias, chegou-se ao cúmulo de se noticiar os perdidos e achados num táxi nova iorquino. Rezava a notícia que alguém teria deixado um saco de jóias no carro e o taxista cumprindo um dever moral de honestidade a que qualquer cidadão adulto deve estar obrigado, foi entregar as jóias a seu dono. Se o condutor do táxi fosse budista ou mesmo esquimó, eu não escreveria este post, porque a notícia não tinha sido dada. É que o taxista não se limitou a entregar as jóias e a calar a “caixa”. Teve que afirmar perante a comunicação social que era muçulmano e que como tal era honesto. A SIC Notícias prontificou-se imediatamente a difundir esta notícia não-notícia. Porquê? Porque também carrega a água do islamismo para a seu tacho. Aliás os pequenos separadores regularmente apresentados nesta estação de televisão que antecedem os telejornais à “hora certa” não escondem o apoio explicito à ideologia jihadista e, atrever-me-ia mesmo a dizer que são encomendados por uma seita muito popular nos “modernos” meios da comunicação social alfacinha, chamada Bloco de Esquerda. Nos tais separadores os muçulmanos (claramente identificados pelos balandraus vestidos com que se apresentam ao mundo) aparecem sempre como vítimas, e Israel e os USA são comparados através de sequências de imagens óbvias aos Nazis. Uma Voz Off afirma grave que a História pode-se repetir. Bem é caso para lhes responder que como num retrovisor, os “Objectos da História podem estar mais próximos do que parecem”. É o caso da ameaça muçulmana e da invasão de imigrantes islâmicos que a Europa permitiu a troco de petróleo.

Friday, January 1, 2010

Moços De Recados


Quando sai de Portugal para um curta pausa de Natal em Londres, as notícias e os comentaristas televisivos destacavam os recados do Sócrates a Cavaco Silva. Agora no Ano Novo cheguei a Portugal, e os comentaristas não se calam com os recados de Cavaco Silva a Sócrates.Já metem nojo! Na Era da Informática em vez de mandarem uns recados, que tal experimentarem o e-mail ou fax para variar?
Portugal não precisa desta gente. Bem pelo contrário.Se tivessem a consciência das suas limitações e ambições, ter-se-iam já dedicado á pesca. Portugal agradecia.

Monday, November 23, 2009

A Al-Qaeda abraça Fernando Pessoa‏

Andaremos todos cegos?

Ou é da minha vista ou há qualquer coisa que não bate certo nem no texto, nem na foto que acompanha o artigo de José Pedro Castanheira sobre o "Português da Al-Qaeda", publicado na edição do Expresso deste fim de semana. Que se saiba a Al-Qaeda é uma organização terrorista, ou não é? Não me lembro de ver elementos dos Baader-Meinhoff ou da Eta a passearem-se livremente a convite de autores de livros que ainda por cima ajudaram a corrigir. Mas a este Senhor, ainda por cima um operacional com pena de prisão "parcialmente cumprida" ( seja lá o que isto quer dizer) por ter participado num atentado, só falta dar umas conferências ensinando talvez o Ocidente a comportar-se, já que os nossos políticos,de acordo com a sua sábia opinião: " ou são estupidos ou ignorantes". Certo, vamos anotar. Se os nossos políticos são estúpidos o problema é nosso, não deles. Mas acontece que neste Ocidente de "estúpidos e ignorantes" ainda não comecámos a enterrar mulheres até à cintura para depois as apedrejar, nem a chicoteá-las por vestirem calças, nem a atirar-lhes com ácido para cima, nem nos começámos a fazer explodir, nem atirámos aviões contra arranha céus. E, mais importante ainda, temos os nossos escritores, os nossos poetas, a nossa música, a nossa cultura e, por enquanto as nossas liberdades. Uma riqueza que os muçulmanos não têm e jamais haverão de ter. A começar pela liberdade.
Este terrorista islâmico, crente de uma religião de pedófilos, não devia ter o direito de abraçar Fernando Pessoa, nem sequer devia ter o direito de se passear por aí lvremente. Se isto é uma estratégia de marketing para escritores menores, só passa porque andamos todos cegos. E infelizmente já nem os ditados populares valem o que valiam, porque em terra de cegos quem tem um olho já não é rei.

Sunday, November 8, 2009

Lembram-se Do País e Do Povo Dos Descobrimentos?


Nós os portugueses fomos os primeiros europeus a correr com os mouros ao pontapé e a lançarmo-nos aos mares levando a civilização ocidental para outras paragens. Hoje o único mar em que nos encontramos, por sinal encalhados, é o mar da corrupção. Depois de 15 anos de socialismo o resultado está á vista. O regime apodreceu rapidamente a partir de António Guterres e descambou numa farsa de cariz mafioso com o Sócrates, que a história no futuro há-de representar como o maior aldrabão que ocupou o poder em Portugal. Neste intervalo de tempo nasceu também aquela camada de idiotas úteis que se dão pelo nome de Bloko de Esquerda, e que só vem caracterizar ainda mais Portugal como um país atrasado. Esta modinha trotskista já foi chão que deu uvas em França há 30 anos atrás.

Os cidadãos portugueses perguntam-se confusos como é que o país pode estar tanto tempo em crise pertencendo há uns 25 anos à União dos Ricos Europeus. A resposta é simples. Não interessa ás diversas famílias da Camorra portuguesa que Portugal seja um país normal, um país onde a justiça seja rápida e eficiente, um país com um estado pequeno proporcional á sua dimensão. Quanto maior a dimensão do estado maior a dimensão das influências e dos meios dispostos para a gestão danosa e criminosa desse mesmo estado. E mais, os portugueses estão tão habituados a não se terem como cidadãos de pleno direito democrático, que numa evasão nihilista permitem que esta situação perdure. Com uma justiça funcional e com uma opinião pública mais esclarecida,atenta e participativa, uma revolta cívica estaria eminente. E mais, se a trafulhice mafiosa não fosse tão fácil de praticar, a competição pelo roubo seriam bastante maior e os diversos padrinhos socialistas e sociais democratas, teriam que se abater uns aos outros. Os checos tiveram uma revolução de veludo nós temos uma mafia de veludo, em tons rosa.

Lembram-se dos vampiros? Aqueles que comiam tudo e não deixavam nada? Vão procurá-los às sedes do PS. Eles moram lá. E nas datas festivas têm o desplante de cantarem aquelas e outras musiquetas revolucionárias. Como diz o outro, é preciso ter topete!

Acordai gentes, antes que os leopardos tenham que ocupar as ruas.

Monday, September 7, 2009

Activismo Judicial


O sr. Narciso Machado, Juiz desembargador jubilado, decidiu num matutino nacional, publicamente dar as boas vindas ao sírios de Guantanamo. Para além de irem viver à nossa custa, ainda ninguém tem a certeza, nem americanos nem a secreta portuguesa, se os presos provenientes do Afeganistão, constituiem ou não um perigo público. Mas isto, não abala o universalismo do sr. Juiz.

Servindo-se da Declaração Universal dos Direitos Humanos, permitiu-se "atirar" à defunta e "facínora" admnistração Bush ao mesmo tempo que exaltava, Obama, o universalismo português e a Síria, "que costuma bem receber os estrangeiros deste canto ociental da Europa". Sua excelência o juiz desembargador Narciso Machado esqueceu-se, deliberadamente ou não, que o universalismo português se fez a tiro de canhão e que a Síria é um dos países onde os Direitos Humanos mais são violados. Diz ainda que como "legado greco-romano, nasceram as culturas judaicas, cristãs e islâmica", simbolizadas religiosamente em Jerúsalém. O sr. juiz vai-me desculpar, mas isto é pura e simplesmente mentira. Primeiro não há equivalência entre a cultura e a moral judaico-cristã e a islâmica. Nem em termos de evolução humana, nem em termos de respeito pelos direitos humanos, nem em termos da relação entre Homem e Deus. Quanto a Jerusalém, se ela significa alguma coisa é, exactamente a conquista assassína, violenta e violadora, do Patriarcado de Jerusalém, (bem como todo o norte de África e Peninsula Ibérica, e de Constatinopla já agora) pelos exércitos-jihadistas muçulmanos. Essa jihad ainda hoje está em curso e, se bem entendi, o sr. juiz dá-lhe caução.

Como é que um juiz pode utilizar o conceito dos Direitos Humanos de uma forma tão enviesada, dupla e contraditória? A resposta passa pela estatuto que os juízes europeus se atribuíram, de guardiães dos Direitos Humanos. Para estes juízes e para a chamada intelligentsia progressista, a lei dos direitos humanos é um artigo de fé, o progenitor legal de um "maravilhoso mundo novo", onde o prejuízo, a discriminação e a opressão estão confinados à História.

De facto, esta ilusão, tem minado a confiança das sociedades Ocidentais, tem estripado a sociedade dos seus valores tradicionais e ajudou a criar as condições para a incubação do extremismo islâmico e o seu consequente crescimento e exportação.

O activismo judicial ou judicialista melhor, tem as suas raízes no âmbito cada vez maior da Lei Europeia dos Direitos Humanos, e nos juízes do European Court of Human Rights em Estrasburgo. Esta organização nada tem haver com a União Europeia.

Esta lei europeia possibilitou aos juízes mostrarem os músculos e os dentes em novas direcções. Eles julgam-se o último reduto da democracia que luta contra os executivos do governo, especialmente se estes são de direita. Como resultado, eles tornam-se cada vez mais e mais políticos. Assim se explica, o violento ataque do sr. juiz Narciso Machado, ao ex-Presidente Bush, quase tornando-o pior de que o "maluquinho da Coreia", Ban Ki Moon, perdão, Kim Jong Il.

A Convenção dos Direitos Humanos Europeia, foi originalmente concebida noutra era. À sombra do stalinismo e do fascismo, o seu objectivo era de proteger o indivíduo do Estado. Agora, a aplicação da lei sofreu uma mutação. Longe de proteger a Civilização Europeia, tornou-se a sua potencial nemésis.

A emergência da cultura do Hiper-indivudualismo originou um igualitarismo radical de estilos de vida e de valores. A moralidade foi privatizada, e os constragimentos religiosos, das tradições ou dos valores culturais, passaram a ser vistos como ataques á autonomia individual. Os estilos de vida normais da cultura Judaico-Cristã, tornaram-se o pecado, e começaram a ser vistos como potencialmente decriminatórios. Todas as minorias passaram a ter o estatuto de vítimas para serem defendidas. Foi montado todo um sistema multicultural-de-estado, que envolve, desde ONGs, movimentos radicais de esquerda, escritórios de advogados, e sistema judicial e associações jihadistas islâmicas, que em última análise, mandam muito mais do que os governos. Isto é o que se passa por exemplo em Inglaterra. Em Portugal ainda não é bem assim, mas pela vontade de alguns, para lá caminha.

Para além disto, leis e valores supranacionais são impostos por instituições supranacionais, tais como o European Court of Human Rights, a União Europeia, as Nações Unidas e European Court of Justice que se vêem como única fonte de legitimidade. Em vez de sermos governados pela Lei, somos agora governados por advogados e juízes.

O sr. juiz invoca o Direito Internacional para atacar Bush. As leis internacionais possuem uma dúbia autoridade pois não são baseadas em nenhuma jurisdição democrática. São meras expressões de certas ideologias-políticas, sempre muito discutidas. Alguns dos juízes em tribunais internacionais nem sequer são juízes no seu próprio país, nem mesmo advogados sequer, mas diplomatas; as suas deliberações confundem-se com manobras políticas e interesses económicos.

Monday, May 18, 2009

The Spanish and the Portuguese — Once and Future Dhimmis? (1)

Portuguese people are ready again to fight muslims
This essay was first published at the Gates of Vienna blog in June 2008. It is republished here with some additions.


In May 2008, the President of the European Commission, José Manuel Barroso, stated that Islam is part and parcel of Europe and condemned the concept of a clash of civilizations. “Islam today is part of Europe. It is important to understand this. One should not see Islam as outside Europe. We already have an important presence of Islam and Muslims among our citizens,” Barroso told a press conference after a dialogue between EU leaders and twenty high-level representatives of Christianity, Judaism and Islam in Europe. The Grand Mufti of Bosnia-Herzegovina, Dr. Mustafa Ceric, responded that Islam is indeed part of Europe but unfortunately Turkey is not yet part of Europe. “Following this logic Europe has to prove that Islam is part of Europe by not delaying the acceptance of Turkey to the EU,” he said.I find this especially sad since Mr. Barroso, prior to becoming the unelected leader of the EU, was Prime Minister of Portugal, a country that was for centuries under the Islamic yoke. Do the Portuguese miss their past status as dhimmis? The reaction of the Nordic countries to mass immigration and Muslim intimidation, with the exception of Denmark, has been pathetic. I’m certainly not proud of it, but at the very least countries such as Norway, Finland and the Baltic nations have had little historical exposure to Muslims. The Portuguese and the Spanish do not have this excuse, after centuries of Islamic occupation and hard struggles to regain control over their lands, which makes their current actions all the more difficult to understand.Some Portuguese readers assured me that the situation was worse in other Western European countries than in Portugal, partly because other nations have more developed welfare states and are thus more attractive for those seeking welfare payments. I admit I know less about the situation in Portugal than in Spain, which is why I will concentrate mainly on Spain here. I do of course not believe that all Portuguese are like Barroso, just like not all Spaniards are like Zapatero (thank God). If all Europeans were like are so-called leaders, we would already be lost. But on the other hand, I haven’t seen anything indicating that Portugal is immune from the problems of the rest of Western Europe.

Sunday, January 11, 2009

Um País Tropical



Vivemos num país de mitos. Só que nisto não há nada de Wagneriano, deve ser por isso que nunca encontrei um taxista que ouvisse música clássica e é raro vislumbrar uma alma que não ache a ópera uma maçada. Aqui os mitos são pequeninos, prosaicos e ridículos. Uma floresta é uma floresta é uma floresta. Não há Excalibur que nos salve e ninguém para desenterrá-lo. Um dos mitos de que falo é o de que vivemos num país de clima muito ameno. Deve ser por isso que, longe de todos os vizinhos europeus, e basta ir aqui ao lado á Galiza, nunca nos preocupámos com aquecimentos centrais e quando os temos achámos que para além de se gastar muito, acaba-se sempre por ter de sair à rua e as diferenças de temperatura fazem mal. Assim preferimos andar com camadas de roupa, género cebola, fora e dentro de casa. Conheço alguém que só consegue ver televisão em casa do sogro de Kispo enfiado. Um conforto! Vai nevando por aí fora e a única coisa em que somos especialistas é nos alertas laranjas. Limpa neves? Isso só no Shining. E lá ficam uns desgraçados isolados em aldeias e estradas... porque nós já estamos preocupados é com o Carnaval e a Sónia Araújo no desfile de Estarreja, quiçá de bíquini, porque o mito do país tropical importou um Carnaval brasileiríssimo com o povo a tiritar e as meninas a acenar. Pelo meio, com muitos Magalhães e um enorme choque tecnológico, nas escolas o frio é o mesmo de há 40 anos atrás. Um frio que não deixa pensar... deve ser por isso que os mitos vão perdurando.

Saturday, November 29, 2008

Saudação especial a todos os professores.


O Neuromante tem estado silencioso estes últimos tempos. Mas atento como sempre. Antes de mais quero deixar aqui bem claro O MEU APOIO A TODOS OS PROFESSORES E À SUA LUTA ELEVADA EM PROL DE UM ENSINO PÚBLICO DE QUALIDADE. PROFESSORES QUE TÊM CORAGEM DE ENFRENTAR UM GOVERNO CADA VEZ MAIS AUTORITÁRIO, CADA VEZ MENOS "EUROPEU" E CADA VEZ MAIS IRREALISTA, CERTAMENTE CEGO PELA SUA PRÓPRIA PROPAGANDA. PROFS QUE NÃO SUCUMBEM AO MEDO INSTILADO PELOS MUITOS LACAIOS AO SERVIÇO DESTE MOÇO AUTORITÁRIO QUE DÁ PELO NOME DE JOSÉ SÓCRATES.
Um governo que não consegue enganar e esconder mais dos portugueses a sua medíocridade intrínseca senão mesmo genética. Um governo que nos está atirar para uma crise de difícil resolução. Um governo que apresenta todos os indicadores no vermelho e que está a colocar Portugal no fundo de todas as tabelas europeias. Desde a economia ás finanças, á educação, o desemprego, á falta de poder de atracção de investimento estrangeiro, mau funcionamento dos INEM, dos hospitais, falta de policiamento nas ruas, confusões e desrespeito pelos militares, e impinge uma menoridade informática às nossas crianças, que se dá pelo nome de magalhães, esse mini-computador que mais parece uma torradeira de tostas mistas, e que serve também para envergonhar os portugueses, quando o seu primeiro ministro numa cimeira internacional se põe a vender o magalhães como se estivesse a vender cobertores numa qualquer feira da ladra. A nível internacional não passa de uma gargalhada de gozo. O platinado ministro das finanças é só considerado o pior de toda a União pelo Financial Times. Este governo piorou todos os indicadores civilizacionais como provam os diferentes relatórios das diferentes agências internacionais. Mas o governo nega estas evidências, com a sua máquina de propaganda e os seus spin doctors ao seu serviço dos tachos servidos.
É preciso não votar no partido socialista. A ideia veiculada por muitos orgãos de comunicação social acerca da não alternativa a este governo, é parte da propaganda a que este partido tem submetido os portugueses nos últimos 4 anos.
NÃO VOTEM NO partido socialista para bem de todos nós.

VIVA AOS PROFESSORES DESTE PAÍS. VIVA A SUA RESISTÊNCIA.

Thursday, September 4, 2008

A Embaixada de Portugal no Japão

A ponte de Niombashi em Tóquio

A imprensa diária noticía a vontade do governo em abrir espaços de livraria nos consulados para facilitar o acesso á literatura portuguesa. Óptimo! Podem, desde já, aproveitar tal vontade e começar por obrigar algumas embaixadas e seus embaixadores de Portugal por esse mundo fora, a fazerem qualquer coisa, não só pela poesia e prosas portuguesas, mas pela representação e colocação dos nossos produtos e empresas em mercados de grande dimesão, como é, por exemplo, o japonês.
A embaixada de Portugal em Tóquio não passa de uma apartamento pequeno que se situa por cima de uma loja de massagens. No elevador não cabem duas pessoas e a embaixada é tão pequena como o trabalho desenvolvido pelos embaixadores naquele país. Enquanto a embaixada não passa de um anexo a um salão de massagens a residência do embaixador é toda uma outra história. O sr. embaixador vive só num duplex de luxo onde o estado português, isto é todos nós, desembolsa 130 000 euros por mês. Atenção não são 130 000 iénes! São mesmo euros. Uma pequena fortuna mensal para uma ausência total de trabalho do sr. embaixador. Quem se queixa deste oriental dolce far niente do sr. embaixador são os poucos empresários portugueses que lutam no local para dar aos seus negócios e a Portugal uma representação minimamente digna.
Mas nem todos os embaixadores foram assim tão inertes como o actual. O anterior eram conhecido em Tóquio pela actividade da sua cintura pélvica. O sr. organizava grandes festarolas em que o prato principal não era sushi mas sim jovens de 15 e 16 anos de idade, de ambos os sexos, com que o sr. se divertia, isto é fornicava em orgias de fazer corar Calígula, à custa do erário nacional. Tudo isto era do conhecimento geral, em meios diplomáticos e político-empresariais da capital japonesa, claro está.
Uma vergonhinha!

Monday, June 23, 2008

Danke Schon Deutschland



Obrigado Alemanha, por teres acabado com este fervor futeboleiro terceiro mundista que grassava por este país abaixo há dois meses.

Obrigado Alemanha, por teres acabado com este patriotismo de bandeirada.

Obrigado Alemanha, por teres acabado com esta bandalheira de nacionalismo.

Obrigado Alemanha, por teres acabado com este circo chamado Selecção Nacional.

Obrigado Alemanha, por teres mostrado que o sr. Gilberto Madaíl é um incompetente e só uma falta de vergonha vergonhosa o permite manter no cargo.

Obrigado Alemanha, por teres provado que o sr. Scolari é outro incompetente pago a peso de ouro e que pouco percebe de fútebol.

Obrigado Alemanha, por teres mostrado que com, trabalho, inteligência e estudo se bate o improviso e a fé.

Obrigado Alemanha, por não precisares de Nossas Senhoras do Caravaggio e nem de milagres de Fátima para seres uma das maiores potências mundiais.

Obrigado Alemanha, pelo bom aspecto do teus treinadores de fútebol.

Obrigado Alemanha, por mostrares como os Murtosas, Scolaris e Madaís são actores de telenovela de uma "venezuela" que fica na extremidade ocidental da Europa.

Obrigado Alemanha, por mostrares que o Sr. Cavaco e o Sr. Sócrates são actores na mesma telenovela.

Obrigada Alemanha, por teres mostrado que as nossas elites políticas embarcaram neste filme populista de mau gosto, por que são populistas de mau gosto.

Obrigado Alemanha, por mostrares que a seguir ao Scolari é o Sócrates que vai embora.

Obrigada Alemanha, pelos Kraftwerk e pelo teu fútebol frio mas eficaz que bate aos pontos o alegado samba português.

Obrigado Alemanha, por teres demonstrado que os portugueses são um povo triste e facilmente manipulável e que deviam viver numa terra chamada Paraguai.

Obrigado Alemanha, por focalizares novamente a nossa atenção neste governo desgraçado do menino d'oiro.

Obrigado Alemanha, por provares que temos o pior guarda-redes do mundo.

Obrigado Alemanha, porque não foste batida por uma equipa cujo treinador vai representar a selecção nacional portuguesa vestido em trajes menores.

Boa Sorte Alemanha

Tuesday, April 29, 2008

Digital Future


Da pouca qualidade que resta do jornal Público, as opiniões de Desidério Murcho (DM) às terças feiras são boa uma razão para se comprar o dito. Hoje DM, pronunciou-se sobre o futuro digital radioso. Terminou assim a seu artigo:


" O nosso presente digital é feito de grandes companhias a ganhar muito dinheiro á custa da frivolidade populista e da exploração de criadores talentosos que tornaram a Internet interessante mas que vêem o dinheiro a passar ao lado. Como pode alguém pensar que este mundo é maravilhoso? Bem para o director da Wikipédia, por exemplo, é realmente maravilhoso. Esta enciclopédia é feita com o trabalho gratuito de muitas pessoas. Quem quiser, pode fazer donativos. E há sempre quem o faça - os tais um por cento. Mas precisamente porque a Wikipédia é gratuita, todo este dinheiro vai para o director, advogados e secretárias - mas não para quem realmente escreve a Wikipédia. É este o verdadeiro rosto da nova economia digital: escravatura de cara alegre."

Sunday, April 27, 2008

Publicozinho

O jornal Público tem arte. Tem arte na manipulação do leitor. Não é de agora, embora com este director, a refinação tenha atingido níveis de excelência. Desta vez, é a notícia no dia 27 de Abril: Jovem estrela de cinema quer obrigar Egipto a enfrentar o tabu da sida. E continua, é uma voz solitária num país conservador....etc. Desculpem lá, país conservador é a Suiça. O Egipto, é uma país muçulmano, e como tal assassina homossexuais e atira os doentes de sida para as prisões.
No dia 9 de Abril, o tribunal do Cairo decidiu mandar para a prisão cinco homens, em que 4 deles tinham sida. Foram condenados a três anos por acusações de "deboche" ligadas à homossexualidade num processo descrito por grupos dos direitos humanos como "caça às bruxas". Esta, pelos vistos, é a face conservadora, isto é, moderada do Islão.

Alerta Máximo


Lisboa 25 de Abril 2008


Reunião de fundamentalistas islâmicos na mesquita de Lisboa. O movimento internacional Tabligh Jamaat reune-se em Lisboa até ao dia 27 de Abril. O que é que estes tipos veêm cá fazer? Rezar dizem eles. Mas não basta estarem virados para aquela pedra de Meca para poderem rezar? Muito estranho. Em declarações à comunicação social, o coordenador do gabinete de segurança considera que este grupo é fundamentalista, mas não terrorista, embora seja frequentemente infiltrado por terroristas, devido às suas constantes viagens que fazem pelo mundo. O sr. coordenador Leonel de Carvalho "nem as pensa". Só pode estar a brincar com a malta. Atenção o leitor, se é viajante assíduo, de Nova Iorque para Londres, daqui para Berlim, Nova Dheli, Tóquio, etc. Veja lá, não corra o risco de ser infiltrado por militantes extremistas islâmicos. Parafraseando o Zeca Afonso, já que é Abril: "O que faz falta é correr com esta malta, o que faz falta". O sr. coordenador "confiante e competente" acrescenta que a "Polícia Judiciária e o SIS já têm em marcha um alargado plano de vigilância." Uf! Ficamos muito mais descansados. Depois da incompetência demonstrada pela polícia Judiciária em casos de foro internacional é sem dúvida uma mais valia. E se da reunião dos islamistas tiverem saído planos para um ataque em qualquer local do mundo, a vigilância da PJ e do SIS de pouco deve valer mas...estão em alerta máximo. Poderia ser pior.

O porta voz dos islamistas, referiu também à comunicação social que têm uma relação, (reparem bem!) sã, com todas as polícias. Estão em sintonia (quem diria!) e nada tememos. (Pois claro nós é que temos a temer).

É a dhimmitude no seu melhor.

Tuesday, December 4, 2007

BCP: O Capitalismo Português


Continua a crise no BCP. Seria mais correcto escrever - continua a indecência no BCP. O banco paladino do capitalismo português mostra a sua face. Mostra a face do capitalismo português. Não, isto não é capitalismo, isto é feudalismo e os portugueses não são povo. São ainda servos da gleba, caso contrário, já teriam "corrido" com este lixo que se amontoa há muitos millenium. Ontem, um amigo meu, perguntava-se como é que há pessoas que continuam a ter dinheiro depositado neste banco e conseguem dormir bem. É a anomia da servidão dos portugueses, respondi eu. Uma cidadania orgulhosa, personalizada e medianamente culta, teria já descapitalizado esta empresa de malfeitores. Uma corrida aos balcões deste banco precisa-se.

Durante os dois últimos anos, sob a batuta do Sócrates, e dos yuppies jornalistas económicos, e não só, os funcionários públicos foram execrados públicamente. Tornaram-nos os bodes expiatórios dos males pátrios ao mesmo tempo que se enaltecia o privado, o empresário, a economia de mercado, o choque tecnológico e demais balelas da propaganda. Tomem lá. É para aprenderem a ver de que lado vem o atraso de Portugal. Vem do lado de cima.

A economia de mercado não funciona com gatunos instituídos. E esta é a prata da casa, por muito populista que esta ideia possa parecer.

Thursday, November 8, 2007

A mentira do atestado médico

Um professor de filosofia, José Ricardo Costa de seu nome, que escreve para o jornal O Torrejano publicou esta deliciosa peça que transcrevo na integra, com uma merecida vénia.



"O atestado médico por José Ricardo Costa"

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir este momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.

Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI. O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente. Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente. Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade. Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade.
Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas. Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico.
É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.