Sunday, October 2, 2011

A Meritocracia


A Meritocracia é uma galdéria esquerdista que serve também a luxúria conformista do centro-direita. O termo foi cunhado pelo sociólogo Michael Young em 1958 numa fantasia satírica que representava a Inglaterra no ano de 2032.

Cá em Portugal e na “União”, não temos unicamente uma classe tecnocrata governante, mas também uma monocultura governante. A sua “verdade”, os seus “factos” e a sua “ciência” permeia não só os governos e Bruxelas, mas também a cultura, os media, as instituições, a Justiça, as escolas, nas quais educamos os nossos filhos, a linguagem do discurso público, enfim, o ar social que respiramos. Este é o problema. Esta é a origem das camadas sobre camadas de mentira em que chafurdamos colectivamente no dia-a-dia.

Se os jornalistas são de esquerda, se os jornais são de esquerda, se as pop stars são de esquerda, se os professores são de esquerda, se a própria linguagem é de esquerda ao ponto das palavras serem cooptadas como sedativos liberais inócuos, se a nossa ortografia foi tragicamente desfigurada por 2 ou 3 apparatchic universitários, se as legislaturas do centro-direita nem se atrevem a ser distintas das legislaturas socialistas, é porque vivemos num mundo regulado e controlado por Conformistocratas. Os conformistocratas pensam-se a eles mesmo como meritocratas.

O conceito de Meritocracia foi difundido ad nauseum por Tony Blair e foi rapidamente adoptado nos programas políticos socialistas e pela comunicação social em todo o Ocidente. Descrevia um sistema experimental de cultivo e clonagem de talentos competitivos, que deveria começar nas escolas primárias e acabar com a morte dos pacientes.

As nossas novas elites “ meritocráticas” possuem sensibilidades mais requintadas do que a velha aristocracia. São as cigarras de luxo tão bem descritas por Oriana Fallaci. São os que odeiam os self made men, são aqueles que, como Obama, prometem acabar com a subida dos oceanos, como o Príncipe de Gales que afirma a pés juntos que só temos 9 meses para salvar o planeta Terra, ou como Durão Barroso, que durante o discurso da “União” inventou os BRICEU.

A União Europeia não é capaz de resolver o problema das dívidas soberanas, ou até mesmo de limpar a neve das ruas lá do Norte, depois de uma forte nevasca, mas mudar o clima de todo o planeta para um qualquer estado edénico, acha-se capaz, desde que nos taxe a todos com o imposto europeu de marca Jobin, inventado pela extrema-esquerda, sobre as mais-valias e… nos regule ainda mais.

Os liberais, aqui no sentido político do termo (esquerdistas), existem num mundo metafórico, portanto é extremamente difícil para eles agir a partir dos seus floreados retóricos. Mas nada impediu que o novo revolucionário radical, o senhor Mário Soares, afirmasse há uns dias que:
“Precisamos de uma revolução agora a sério” Pois precisamos, digo eu. E a revolução será acabar de vez com os esquerdismos do pensamento único socialista e totalitário..

“A nova elite “meritocrática” beneficiária do nepotismo”, escrevia Michael Young antes de morrer, “pode ser insuportavelmente presunçosa, muito mais do que aquela gente que sabe ter conseguido triunfar, não pelo seu mérito, mas porque são genuinamente triunfadores."
O culto da (pseudo) meritocracia absolve governantes e dirigentes da culpa. Eles assumem, não como os aristocratas do antigamente o faziam, que estão destinados a governar, mas governam porque merecem governar. O que é "maravilhosamente libertador".
Actualmente, eles crêem que têm a moral do seu lado. Um grande governo é mais reformista, mais intrusivo, e mais alto proclama (lembrem-se do Sócrates) a sua pureza moral e a sua virtude. Assim, conforme Peter Borkowitz coloca a coisa, o conceito ostensivamente imparcial de justiça social (ou estado social) é agora, nem mais nem menos, o nome que os progressistas dão aos seus próprios objectivos políticos. É a política como forma de narcisismo (lembram-se do Sócrates?)

“Espelho meu espelho meu, quem é mais justo que eu?

Em nome da justiça social, governantes, dirigentes e sindicalistas, garantem privilégios a determinados grupos sociais (nomeadamente a imigrantes e minorias) sobre outros grupos sociais que são portanto tratados injustamente.

Qualquer contestação da ”prática política da justiça social” transforma-se rapidamente num ataque aquele que ousou colocá-la em causa. Se a contestas é porque estás do lado da injustiça. Assim nos controlam os corformistocratas.

Os produtores de conformismo social, os conformistocratas, defendem todos a diversidade e os direitos. Possuem todos eles as mesmas opiniões, os mesmos gostos, o mesmo vocabulário. A palavra “direitos” já não significa ”liberdades individuais” que restringem a intromissão do estado nas nossas vidas, mas pelo contrário, significa que o poder do estado restringe-nos na nossa vida. A iniciativa empresarial é altamente restringida por impostos para alimentar a indústria da "justiça social". As escolas privadas quase não existem. Todos os alunos deste país têm que estudar programas escolares que são puros manifestos de propaganda política furtivos. Todos os jornais são emissores das mesmas opiniões, dos mesmos conceitos do mesmo conformismo...

1 comment:

FireHead said...

Por outras palavras, estamos f******!