Wednesday, February 23, 2011

Um Islamofóbico Confessa-se.

Li a partir do blog Fiel Inimigo, o excelente artigo de opinião do jornalista Alberto Gonçalves, na edição On Line do Diário de Notícias. Com a devida vénia, não resisto em postá-lo aqui no Neuromante. Será que a censura politicamente correcta na comunicação social, filha legítima do defunto multiculturalismo, está também com os pés para a cova?

"Um Islamofóbico Confessa-se"
por Alberto Gonçalves

Em plena praça Tahrir, 200 cidadãos festejaram a queda de Mubarak violando ou, para usar o eufemismo em voga, agredindo sexualmente a jornalista americana Lara Logan (do 60 Minutes). Fonte da CBS, a estação de Logan, afirma que esses pacifistas sedentos de liberdade (e de senhoras, aparentemente) gritavam a palavra Jew! (Judia!) durante o acto, pormenor omitido na vasta maioria das notícias sobre o episódio.

Por acaso, não vejo de que modo a opinião negativa sobre uma determinada crença religiosa pode indiciar racismo. Quanto à crença propriamente dita, parece-me confuso acusar-se os cépticos de aversão ao islão enquanto se garante que a revolta no Egipto é completamente secular. Entre parêntesis, convém notar que a presença de um tarado teocrático à frente da novíssima reforma constitucional garante uma secularização sem mácula.

Fora de parêntesis, confesso: chamo-me Alberto e sou um bocadinho "islamofóbico". Nem sei bem porquê. Talvez porque, no meu tempo de vida, nenhuma outra religião inspirou tantas chacinas (já repararam que há pouquíssimos atentados reivindicados por católicos, baptistas, judeus, budistas ou hindus?). Talvez porque nenhuma outra religião relevante pune os apóstatas com a pena de morte. Talvez porque não perceba que os países subjugados à palavra do Profeta consagrem na lei ou no costume o desprezo (e coisas piores) de mulheres, homossexuais, pretos, brancos e fiéis de outras religiões. Talvez porque não se possa dizer que a sharia trata as minorias abaixo de cão dado que, não satisfeitos com o enxovalho dos semelhantes, os muçulmanos também acreditam que os cães são uma emanação do demónio e sujeitam os bichos a crueldades inomináveis. Talvez porque alguns líderes espirituais do islão foram convictos aliados de Hitler na época do primeiro Holocausto e alguns dos seus sucessores ganham a vida a exigir o segundo. Talvez porque a presumível maioria de muçulmanos ditos "moderados" é discreta ou omissa na condenação dos muçulmanos imoderados. Talvez porque, nas raras oportunidades democráticas de que dispõem, os muçulmanos ditos "moderados" teimem em votar nos partidos menos moderados (na Argélia ou em Gaza, por exemplo). Talvez porque inúmeros muçulmanos se ofendam com as liberdades que o Ocidente demorou séculos a conquistar, incluindo o subvalorizado mas fundamental direito ao deboche. Talvez porque uma considerável quantidade de imigrantes muçulmanos no Ocidente rejeite qualquer esboço de integração e, pelo contrário, procure impor as respectivas (e admiráveis) tradições. Talvez porque, no Ocidente, o fervor islâmico colhe a simpatia dos espíritos totalitários à direita (já vi skinheads a desfilar lenços palestinianos e a manifestar-se em prol do Irão) e, hoje, sobretudo à esquerda.
E é isto. São minudências assim que determinam a minha fobia, no fundo uma cisma pouco fundamentada. Um preconceito, quase. Sucede que muitos dos que, do lado de cá de Bizâncio, acham intolerável tal intolerância, são pródigos na exibição impune de fobias ao cristianismo ou ao judaísmo (o popular "anti-sionismo"). E essa disparidade masoquista, receosa e ecuménica de pesos e medidas constitui, no fundo, o reconhecimento do confronto que nos opõe ao islão, mesmo o islão secular e cavalheiro da praça Tahrir, e o maior sintoma de que eles estão a ganhar por desistência. Adivinhem quem está a perder."

Compreende-se a omissão. O optimismo face à evolução da situação egípcia é tal que qualquer nota dissonante arrisca-se a ser mal interpretada. Eu, por exemplo, estive quase a sugerir aos que comparam o levantamento no Cairo com o 25 de Abril ou com o fim do comunismo no Leste europeu que inventariassem o número de repórteres violadas, perdão, sexualmente agredidas por multidões na Lisboa de 1974 ou na Budapeste de 1989. Porém, depois desisti. A mais vaga reticência à pureza intrínseca dos muçulmanos em êxtase suscita logo insinuações de "islamofobia" e "racismo".

7 comments:

J.Ferreira said...
This comment has been removed by the author.
Fernanda said...

Eu, Islamobófica também me confesso.
O Islamismo tomará o Mundo, sem dúvida.
A principal via é pela reprodução!
http://www.youtube.com/watch?v=1-cIz1tKjOc

Obrigada pela partilha.
FerNAnda

PS. Desculpe ter usado anteriormente a identidade do meu marido.
Posso, contudo garantir-lhe que ele pensa exactamente como eu.

Abraço.

rui mig said...

Olá Fernanda:

Uma fobia é um medo irracional. Ter medo do islão não é irracional mas plenamente racional. Realista até.
Para que o islão não tome o mundo, pelo menos o Ocidental, as pessoas que amem a liberdade e o bem devem lutar contra eles, em todos os aspectos da vida. Nas escolas, nos empregos até nos momentos de lazer. A melhor coisa que pode acontecer ao islão é a ignorância dos não-muçulmanos acerca do islão.

Obrigado pelo comentário.
Um abraço
rui

EJSantos said...

Olá. Eu não sou islamofobico, porque a islamofobia não existe.
Fobia quer dizer: ter um medo irracional.
Ora, os factos comprovam que ter medo do islão não é irracional; pelo contrario, irracional é fazer se de parvo e exclamar "O islão é uma religião de paz".

. intemporal . said...

.

.

. mudo.e.quedo .

. quedo.me no Seu tributo .

. sagaz . astuto . de paz .

.

. um bom fim.de.semana .

.

.

Ana Luisa said...

Excelente artigo, este que postaste. De facto, não existe islamofobia; o que existe é uma necessidade imperiosa de combater o islão!

gutenberg said...

Boa tarde, Rui.

Espero que você esteja certo quanto ao fim do multiculturalismo. Observando aqui do Brasil, parece que a situação é muito pesada aí na Auropa, em alguns países. Ou que essa gente volte para sua terra de origem, ou que se adapte ao Ocidente e se civilize. Chega de barbarismos
Abs.
Gutenberg.

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