Friday, July 10, 2009

Amin Maalouf em Portugal (1)


As elites multiculturalistas andam deprimidas. Pois, são os chineses que desancam nos seus aliados islâmicos, o “povo” europeu que evidência a cada dia que passa, estar farto de muçulmanos arrogantes, os confrontos que se sucedem nas cidades do velho continente, entre nativos e imigrantes, a Europa a virar bem á direita nas últimas eleições e pasme-se o planeta Terra que se recusa aquecer. E para cúmulo do descaramento, Obama está em perda de popularidade nos EUA com a economia americana a continuar a afundar, o desemprego a subir vertiginosamente apesar das mezinhas mais ou menos socialistas do novo presidente. Até já os protectores dos animais estão insatisfeitos porque parece que o Presidente depois de muito pregar contra a crueldade infligida a patos e vaquinhas anda a comer “foie gras” em Paris e “veal” em Nova Iorque. Este cenário afasta os multiculturalistas de diferentes credos ideológicos da realidade do mundo, e como tal, a frustração instala-se. Necessitam de auto-confirmação que atenue a auto-flagelação. Desta vez o ritual-paliativo das boas consciências, dá pelo nome de Amin Maalouf, escritor libanês que vive há largos anos em Paris.
Maaloof, como todos os líricos idealistico-multiculturalistas, não vive neste planeta. Como todos os outros, toma os seus desejos por realidade. É um caso clínico a tratar com urgência. Todo o seu discurso passou por uma ideia de salvação, do planeta e da Humanidade. E acontece que para que a salvação se realize tem que existir um ente que necessite de ser salvo. Ora aqui é que a porca torce o rabo. A primeira vítima a ser salva, segundo Maalouf é o planeta Terra. Salvo, claro está, do aquecimento global produzido pela sociedade de consumo ocidental. Maalouf diz que leu muitos livros sobre o assunto e que ficou abismado com o estado do planeta. Leu muitos livros certamente mas não leu todos os livros. E sobretudo não investigou, que é uma tarefa intelectual diferente de ler. E mais, deveria ter vergonha de meter foice em seara alheia. Desde quando é que um ensaísta está preparado para “botar faladura” de climatologia, não percebendo o ABC desta ciência? Mas de rigor não trataram as intervenções de Maalouf. O aquecimento global produzido pelo dióxido de carbono capitalista, não existe, é uma fábula urbana neo-marxista, portanto neste capítulo Maalouf está a falar prá…. Adiante. Depois temos as identidades assassinas, segundo Maalouf. Era realmente bom que as identidades não fossem exclusivas, mas no mundo real isso não acontece. Mais uma vez confunde-se os desejos pela realidade. Uma pessoa sem identidade é uma pessoa basicamente alienada. Torna-se um indivíduo sem personalidade. O mesmo acontece com as nações e civilizações. Os portugueses não são iguais aos chineses, nem aos esquimós. Quanto á coexistência, ela resulta não da perda de identidade, mas do nível de educação e até de civilização de uma pessoa ou nação. É um contrato social que é estabelecido. Por isso, os europeus convivem bem com as diferenças culturais e civilizacionais, enquanto os islâmicos não. Os filhos de Alá auto-excluem-se e concentram-se em ghetos nas cidades europeias porque não têm nada a ver com os sistemas axiológicos do ocidente. Têm uma identidade paleolítica própria que é inconciliável com a maneira de viver dos europeus e ocidentais. Os japoneses, por exemplo, não perdendo nunca a sua identidade cultural e civilizacional, conseguem partilhar valores e o modo de vida ocidental mas sempre sob o lema da Era Meiji; “Japanese spirit, western culture”. E ainda existem variações individuais. Há portugueses que se sentem mais portugueses do que outros…etc.

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